Em Portugal, o Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil prevê consultas de vigilância aos 2, 4 e 6 meses, idades que também constam do Programa Nacional de Vacinação (PNV). A consulta e a vacinação podem ser articuladas, mas uma marcação não confirma, por si só, que a outra já aconteceu. O Boletim e o registo de vacinas ajudam a equipa de saúde a verificar o que foi feito e o que falta ao seu bebé.
O que acontece aos 2, 4 e 6 meses?
Na consulta, a equipa acompanha o crescimento e o desenvolvimento, pergunta pela alimentação e por mudanças desde a última visita e revê o registo de vacinação. As idades indicadas são referências para a vigilância, não datas rígidas: o plano pode mudar segundo a situação da criança. «Hexavalente» e «pentavalente» são vacinas combinadas que protegem contra várias doenças.
| Idade | Consulta de vigilância | Vacinas do esquema geral |
|---|---|---|
| 2 meses | Crescimento, desenvolvimento, alimentação e dúvidas da família. | Vacina hexavalente, pneumocócica e meningocócica B. |
| 4 meses | Nova avaliação e revisão do que mudou desde a última consulta. | Vacina pentavalente, pneumocócica e meningocócica B. |
| 6 meses | Crescimento, desenvolvimento, alimentação e próximos passos. | Vacina hexavalente. |
Que Boletim devo levar?
Leve o Boletim de Saúde Infantil e Juvenil a cada contacto com os serviços de saúde. É nele que os profissionais registam informação importante sobre a saúde da criança; o Boletim Individual de Saúde, conhecido como Boletim de Vacinas, pode ficar na dobra da contracapa. Leve também qualquer registo de doses que tenha recebido. Uma lista no telemóvel pode ajudar a lembrar datas, mas peça à equipa que confirme o registo oficial.
E se uma dose ou consulta se atrasou?
Não tente refazer o calendário por uma tabela da internet. Contacte o centro de saúde e diga quais as doses recebidas, com as respetivas datas, e qual a consulta que ficou por realizar. A equipa confirma o esquema de recurso adequado e se é preciso ajustar a vigilância, sobretudo em caso de prematuridade, doença ou outra indicação individual. Uma vacina administrada não substitui automaticamente a avaliação de saúde da consulta.
Como aproveitar melhor a próxima consulta?
Leve o Boletim, o registo de vacinas e duas ou três perguntas prioritárias. Se algo mudou, anote desde quando: mamadas, fraldas, sono, medicação ou uma preocupação com o desenvolvimento. Pergunte «o que ficou registado hoje?», «há alguma dose ou avaliação pendente?» e «qual é a próxima marcação?». Se o bebé parecer doente ou surgir uma preocupação importante, contacte a equipa de saúde sem esperar pela visita de rotina.
Ver referências e fontes primárias
- Direção-Geral da Saúde — Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenilconsultado a 23 de setembro de 2026
- Direção-Geral da Saúde — PNV: esquema geral recomendadoconsultado a 23 de setembro de 2026
- Direção-Geral da Saúde — Esquemas vacinais de recursoconsultado a 23 de setembro de 2026
- Direção-Geral da Saúde — Boletim de Saúde Infantil e Juvenilconsultado a 23 de setembro de 2026